Artigo

Problemas e soluções

Salvador Bonomo
ex- Deputado estadual, constituinte, e Promotor de Justiça, aposentado.



Apesar de o Brasil ser a 6ª potência econômica do mundo e de contar com volumosa arrecadação tributária (34% do PIB = R$ 969,9 bilhões, em 2011), enfrentamos graves problemas. Senão, vejamos alguns exemplos: na área da Educação, ocupamos o 88º lugar entre 127 nações, atrás da Argentina, do Chile, do Equador e até da Bolívia; no âmbito da Saúde, somos o 72º; no setor da Segurança (homicídios), somos o 6º. Resumindo: em Índice de Desenvolvimento Humano, somos o 84º entre 187 países.

Porém, a meu ver, o mais grave de todos os problemas, que, criminosamente, afetam o bem-estar dos brasileiros, é a vergonhosa e endêmica Corrupção, pois o Brasil é o 73º entre 183 nações, superando certos países da África, como Gana (68º) e Namíbia (57ª). Em síntese, estima-se que a Corrupção subtraia, anualmente, só dos cofres da União, 2,3% do PIB = a R$ 100 bilhões.

Como resolvermos esses graves problemas, cujas soluções parecem fáceis, mas que, na realidade, são muito difíceis! Difíceis por quê?

Fáceis, porque, para solucioná-los, bastaria, por um lado, que os gestores públicos combatessem, de fato, a Corrupção, que, ilegal e anualmente, suga volumosos recursos públicos, e, por outro, que, concomitantemente, convertessem, criteriosamente, tais recursos em benefício (educação, saúde, segurança etc.) para o povo, que, em detrimento do próprio bem-estar, paga elevadíssimos tributos.

Difíceis, porque, como, na Democracia, a escolha de tais gestores se faz através de processo seletivo e como tal escolha, por razões várias, tem sido deficiente, sobretudo por culpa de dirigentes partidários e por falta de consciência política de grande parcela do eleitorado, as representações, a cada pleito, mais se defasam, o que impede a eleição de bons gestores, para combatendo a Corrupção e revertendo em benefício do povo os elevando recursos ilegalmente subtraídos dos cofres públicos, resolvam os mencionados e outros graves problemas do Brasil.

Concluindo, acrescentamos que não basta sermos honestos e dizermos que somos honestos; é preciso, também, combatermos a desonestidade, sob pena de sermos coniventes com a desonestidade alheia. Eis o lema que pregamos!






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